terça-feira, 3 de maio de 2011
O dia de hoje...by Estel@
O dia de hoje
Estel@
O dia de hoje deve ser vivido como o hoje
E este hoje desejo a você...........
O sol batendo e bronzeando o corpo
O vento secando o cabelo molhado
A naguisa massageando os pés
O cheiro do jasmim perpetuado no jardim
Aquele rede num doce far niente
Cachorro correndo atrás do rabo
Doces lembranças com um por do sol ao seu lado
Este é o dia de hoje, amanhã,
um outro dia de hoje virá!
Meu Carnaval by Estel@
Meu carnaval
Estel@
Vou beijar-te agora, não me leve a mal hoje é Carnaval.
Com esta música, além do vôo das serpentinas, e do pouso suave dos confetes, chegava o Carnaval.
Parecia que o tempo brilhava como as lantejoulas, crepons, fitas, e purpurinas.
Os blocos se preparando e competindo numa batalha de cores e de tecidos!
E quantas colombinas, pierrôs, piratas, mugs, os chineses no seu esplendor do China 70, passando por telas de Debret.
O tempo parava, ningúem pensava mais em nada, só no Carnaval.
O segredo das fantasias fazia parte de uma brincadeira gostosa de amigos, de gente alegre, de uma juventude contagiante, explodindo em cada um o grito contido de alguns, ao som das marchinhas.
Delícias de blocos, que desciam a rua, pedindo passagem para sambar e cantar com o povo aplaudindo e reverenciando a alegria de Momo.
Me lembro de cada fantasia, de cada detalhe de um Carnaval, que tenho certeza, mora na memória de todos, de uma época de brilho, amizade, sonhos, e de muita alegria, alegria de viver!
Esta pequena mensagem saida do coração de uma foliona, que aqui reverencia um grande carnavalesco, meu eterno amigo, que hoje deve estar recortando papéis, e colando lantejoulas nas asas e nas roupas dos anjos.
Para sempre, Tenê de Casa Branca
by Estel@
Uma havaiana e seu pirata Estel@
Uma havaiana e seu pirata
Estel@
Eu, uma linda havaiana a espera de um amor fazendo compasso do baticumbum, com o pulsar do coração.
De repente abre-se um clarão e um rude pirata surge no meio do salão.
Que importa a fantasia, não precisa ser pierrot e colombina, muito menos Donald e Margarida. Aquele pirata era a minha procura de uma ilusão repleta de magia.,
E assim aconteceu...para aquele rude pirata, meu coração entreguei.
E,foi neste carnaval que a fantasia combinou a doce e linda havaiana com seu rude pirata, ao som dos tambores, o cair das serpentinas e confetes, que aquele beijo selou mais um amor de carnaval.
Quatro dias de alegria, folia e paixão....
Só que, a havaiana não esperava que seu pirata partisse e a deixasse a ver navios, com o coração feito ondas arrebentando na areia.... e aí.... chorou!
Quarta feira de cinzas, com lágrimas a cair pela face, confundindo com a chuva fina....
a desilusão.!
Não adiantava mais chorar, então sacudindo os confetes dos cabelos,
ajeitando a sua fantasia, olhando para infinito a pensar:
havaianas , piratas, palhaços, e bonecas de pano, sempre será uma fantasia.
O que importa.....?
Na festa de Momo sempre terá alegria de novos e velhos amores e um eterno momento para recordar.
È carnaval!
A praça ficou mais vazia....formatação e texto: Estel@
Hoje a praça ficou mais vazia, as árvores e postes vão sentir que falta de alguém e de alguma coisa quentinha.
O caminho de pedrinhas não será mais o mesmo, falta alguém peludo, branquinho, serelepe e valente, sempre enfrentando um grandão .
Nunca teve medo de ser feliz, corria pra lá e pra cá e cada pulão que dava, de fazer inveja a cama elástica.
Como gostava de um queijinho, não podia ver ninguém perto da geladeira que já sentava e com seus dentinhos prognatas, mais parecia um gremlins, um corte chanel que o fazia diferente dos demais, estilo assim "seu Beiloça" pequinino, magrinho, esperava sua iguaria, não havia outro igual, sempre com o rabicó a balançar.
Tão feliz que estava diante de tanto espaço, que anteontem me driblou, tinha um espacinho para ele fazer um gol, correu para a rua,sem sua guia, mas não pode comemorar sua proeza. Não saiu um gol de placa, meu Flockinho, o costelinha, caiu e contundiu-se. Ficou dois dias de repouso, olhar triste, pedindo ajuda, o veterinário dando remédio para aliviar sua dor.
Hoje de madrugada desceu de sua caminha, se refugiou em baixo da minha e lá se foi continuar a ser feliz e serelepe no céu dos animais.
Olho de minha varanda, as árvores, os postes ,os valentões a provocar e nosso velho banco de descanço, hoje vazio, somente uma imensa saudade. Mas amanhã será outro dia.
Vai sempre estar escrito no meu coração seu nome:
Flock Alves Galdino de Almeida, o costelinha.
Estel@
São Paulo.... 457 de Magia e Sedução Estel@
Como esquecer, menina vinda do interior para estudar e enfrentar uma cidade que diziam cinza, sem verde, sem flores, muita gente, corre corre e muitos arranha-céus.
Uma selva de pedra, então um lugar para se aventurar, ganhar e voltar.
Mas, e como desprezar o charme desta paulicéia desvairada, que tudo tem , tudo brilha e é tão intensa.
Voltar? Quem sabe....
Mas cadê o cinza?
Substituído pelo colorido das casas do Bixiga, lugar onde a boemia e o samba paulistano de Adoniram Barbosa nasceram e tomaram formas. Samba de paulista, lá vem o trem das onze, orra meu!
Carnaval, também tem, acho que vou, fui e Vai Vai me consquistou!
O verde?
Ibirapuera presente, passando do escuro até o claro, à vontade, para olhar admirar e sentir.
Um parque onde se encontra de tudo, jovens, velhos, mães e pais com seus filhos para mais um domingo de sol.
O colorido dos balões, o cheiro da pipoca, do algodão doce e o vermelho paixão da maçã do amor.....seus ambulantes....São Paulo não para.
O esporte ao ar livre está presente.....a famosa praia do paulista.
E as flores?
Ah não precisa ir longe, bairro dos jardins, o mais florido e concorrido, uma beleza.
A capital gastronômica do País aos seus pés, a esquina do mundo. Pizzarias e cantinas, onde a alegria da tarantela une descendentesde italianos, no cantare e no mangiare.
Descendentes de árabes, espanhóis, portugueses, judeus, alemães, japoneses... Tudo cabe neste imenso coração!
No bairro da Liberdade, um pequeno Japão dentro de São Paulo, onde os sushis e os orashis, já caíram no gosto do paulista, e porque não de uma interiorana arrastando os "rs" e sendo levada pela emoção de um sonho.
Quer saborear um sanduíche de mortadela, famoso, cheiroso, gostoso, São Paulo tem.
È só chegar no Mercadão.
Cores, cheiros, seus vitrais para serem admirados e aplaudidos, e o vai vem frenético dos ajudantes aos famosos e estrelados cozinheiros.
Luzes dos carros, das lojas, das avenidas, o sobe e desce da rua Augusta, cantada e versada.
O orgulho paulistano, a sua mais famosa esquina da avenida Ipiranga com a São João, simplesmente Sampa.
A avenidaPaulista, símbolo do poder e dos negócios, do terno e da gravata, mas também aberta a passeatas, protestos, carinhosa e tolerante com o imenso dia mais colorido do ano.
E com uma grande emoção dos novos e muitos amigos, até hoje presentes, amores, paixões, desilusões, descobertas, tudo isso em Sampa, a capital da generosidade, que acolhe a todos com um imenso abraço.
Como eu que vim em busca de sonhos, de esperança e encontrei a magia e a sedução.
São Paulo, terra da garoa boa, de gente boa, do jeito todo diferente de falar... ta
"entendennndo"?
Ai é só pedir: 2 pastel e 1 chops.
Orra meu!
È uma paulistana....
Retribuo com um imenso abraço, pelo que um dia fui abraçada e aconchegada.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Mulher ,,,moça...criança...sempre mulher....Estel@
Mulher...moça...criança
sempre mulher!
Estel@
Quando nasce para o mundo, abre aquele choro, isso vai se tornar uma moeda de troca (no bom sentido), mas logo se torna charmosa, muito rosa, fitas, rendas, frufrus, sacolas, sacolinhas e afins...
Muito charme vem por aí...
Cresce um pouquinho, de colimho em colinho, fazendo gracinha e muito biquinho, já com um arsinho de que "estou conquistando a todos", e o pior que está mesmo!
Fase das bonecas, dando um colinho, trocando roupinha, que para sempre fará parte de sua vida.
Adolescência, santa intensidade. tudo vira história, tragédia grega perde longe, uma novela mexicana de dar gosto, sofrendo por amores não correspondidos, da franja que ficou mal cortada, da unha que lascou, do "ninguém gosta de mim", e o maior sofrimento....o amor que acabou... quanta dor! Mas até a próxima festa, porque...."claro não existe ninguém mais bonita e charmosa que eu."
Uma boa alta estima....
juventude....a bela e eterna juventude (sabemos que não é tão eterna assim), tudo muda, tudo vê, e todos a veêm com aquele jeito sapeca, aquela blusa sem graça, que vai ficar com muita graça cobrindo os pequenos seios, sempre apontados para o alto, o que dá segurança e atitude. No passeio, chama a atenção dos rapazes, muitos " fius...fius..." cabelos soltos lisos e muita chapinha, em resumo esplendor e a tentação , caminhando juntos.
Trinta, quarenta, ninguém segura, cheia de atitude, linda, dona de si, segura, com uniões, desuniões, empregos e
desempregros, frustações metas alcançadas, palavras de consolo, tantos desejos, tantas realizações , e por fim a maior das emoções.... seus filhos! E, com muita dignidade e credibilidade a mulher faz história.
A fase das cinquentinhas, sessentinhas, boa fase, sabe de tudo, ainda enxerga horizontes, tem seu espaço conquistado. Fala o que pensa, mas pensa no que fala, e ainda pronta para o mundo.
Aos oitenta, a calma, paciência, a verdadeira maturidade, com muita sabedoria, a dedicação, companheirismo e a plenitude de olhar para traz e ver....
O tempo passou.....mas valeu a pena, porque ela sabe que sempre renacerá em outra mulher.
E, quando tiver que partir, saberá que deixou uma receita, uma música, uma marca e uma história de vida, tendo a certeza de que cumpriu seu papel de luz entre os homens, e para sempre deixará uma grande saudade
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Saudade..by Estel@
Estel@
Quando uma etapa se finda e começamos outra, deixa saudade!
Saudade, palavra bem conhecida por mim, talvez por você também.
Saudade do que ficou, da escola, da infância feliz, da adolescência cheia de altos e baixos, dos amigos que passaram, dos que ficaram, dos que só foram uma chuva.
Saudade dos amores, muitos navegando em outros mares, daquele beijo dado no escurinho do cinema, do frisson da mão na cintura a rodopiar pelo salão, não vendo mais nada além daquele momento.
Saudade dos olhares, bilhetes escritos e guardados nos livros, mexendo com nosso intímo, a flor seca recebida como prova de um amor eterno, o papel rosa de um bombom, tudo muito singelo, que embalava um sonho.
Saudade de um abraço apertado, de um irmão, do pai ou da mãe, carregado de ternura.
Saudade de um quintal, onde a jabuticaba enchia os olhos e o perfume enebriava .
Saudade dos filhos pequenos, dos lacinhos, dos bichinhos das festas e de um sonho de Papai Noel...................saudades
Mas como recordar, é devagarinho vendo o filme de sua vida, sentindo que saudade é ter um passado que vale a pena.
Saudade palavra doce!
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